As universidades europeias poderão ser uma força importante para enfrentar e ultrapassar as crises que afectam o futuro de uma Europa viável, criativa, social e inovadora, nomeadamente as crises financeira, de sustentabilidade e demográfica. É esta a opinião dos vinte especialistas do ensino superior, entre os quais alguns ex-Ministros da Educação Europeus que se reuniram de 15 a 16 de Junho em Bruxelas para reflectirem sobre qual deverá ser o papel das universidades europeias. Defendem a tomada de medidas urgentes por parte dos Estados-Membros da UE, da Comissão Europeia, das universidades e da sociedade civil para que a Universidade seja fortalecida e possa assim utilizar todo o seu potencial. Com base nesta discussão, foi elaborado um manifesto que foi depois entregue a Androulla Vassiliou, comissária europeia para a Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, juntamente com o livro “A Chance for European Universities”, da autoria de Jozef Ritzen, um dos signatários do documento. O manifesto poderá ser lido na totalidade na http://www.chanceforuniversities.eu/.
“A minha esperança é a de que o livro seja um bom instrumento para informar a opinião pública e os decisores, e o Manifesto seja um bom meio para acelerar a reforma do ensino superior europeu que deverá assentar em alguns princípios básicos: diversidade, autonomia, financiamento adequado e internacionalização”, disse à Vida Económica, Jozef Ritzen, sublinhando que “as universidades europeias do futuro serão autónomas, inovadoras e profissionais. Que irão contribuir para uma Europa vibrante, onde os jovens com ambição, criatividade e talento, irão sentir-se bem-vindos, onde haverá abertura para novos conhecimentos e ideias, nas artes, nas ciências e na economia”. Jozef Ritzen, presidente da universidade de Maastricht e no passado ministro da Educação da Holanda, é um dos principais impulsionadores deste movimento que conta igualmente com a participação de Eduardo Marçal Grilo, ex-ministro da Educação de Portugal. No seu livro “A Chance for European Universities” agora publicado e que coincide com a assinatura do Manifesto, Jozef Ritzen reflecte sobre as necessidades de reforma do ensino superior europeu e sobre o papel da nova universidade na Europa.
A abertura do evento contou com a presença de Jan Truszczyński, director-geral para a Educação e Cultura, ao qual se seguiram diversas sessões sobre a situação das universidades na Europa (Richard Yelland), sobre o crescimento e o modelo do ensino superior (Philippe Aghion), sobre a demografia e a batalha pelo talento (Michael Nettles), sobre o financiamento das universidades (John Panaretos) e sobre a autonomia das universidades (Frank Ziegele). Tendo por base o objectivo do fortalecimento das universidades europeias vai ser criada a Organização Não Governamental (ONG), “Empower European Universities”, cujos membros fundadores serão os signatários do manifesto. Esta ONG irá monitorizar, produzir e publicar relatórios periódicos sobre a posição e evolução das universidades europeias, estando o primeiro relatório programado para Junho de 2012.
[João Mendes, in Vida Económica, Junho de 2010]
“A minha esperança é a de que o livro seja um bom instrumento para informar a opinião pública e os decisores, e o Manifesto seja um bom meio para acelerar a reforma do ensino superior europeu que deverá assentar em alguns princípios básicos: diversidade, autonomia, financiamento adequado e internacionalização”, disse à Vida Económica, Jozef Ritzen, sublinhando que “as universidades europeias do futuro serão autónomas, inovadoras e profissionais. Que irão contribuir para uma Europa vibrante, onde os jovens com ambição, criatividade e talento, irão sentir-se bem-vindos, onde haverá abertura para novos conhecimentos e ideias, nas artes, nas ciências e na economia”. Jozef Ritzen, presidente da universidade de Maastricht e no passado ministro da Educação da Holanda, é um dos principais impulsionadores deste movimento que conta igualmente com a participação de Eduardo Marçal Grilo, ex-ministro da Educação de Portugal. No seu livro “A Chance for European Universities” agora publicado e que coincide com a assinatura do Manifesto, Jozef Ritzen reflecte sobre as necessidades de reforma do ensino superior europeu e sobre o papel da nova universidade na Europa.
A abertura do evento contou com a presença de Jan Truszczyński, director-geral para a Educação e Cultura, ao qual se seguiram diversas sessões sobre a situação das universidades na Europa (Richard Yelland), sobre o crescimento e o modelo do ensino superior (Philippe Aghion), sobre a demografia e a batalha pelo talento (Michael Nettles), sobre o financiamento das universidades (John Panaretos) e sobre a autonomia das universidades (Frank Ziegele). Tendo por base o objectivo do fortalecimento das universidades europeias vai ser criada a Organização Não Governamental (ONG), “Empower European Universities”, cujos membros fundadores serão os signatários do manifesto. Esta ONG irá monitorizar, produzir e publicar relatórios periódicos sobre a posição e evolução das universidades europeias, estando o primeiro relatório programado para Junho de 2012.
[João Mendes, in Vida Económica, Junho de 2010]
1 comentários:
Do meu ponto de vista, poderá ser a questão cultural e social, a mais relevante para ultrapasar a crise, pois a ambição desmedida pode ser uma fonte de pobreza para a maioria da população. Muito importante, é que não esgote o recurso das ideias.
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